Fala povo, vamos a continuação do relato das Cataratas, e conforme contei na primeira parte, fomos conhecer o lado argentino das Cataratas. Pois bem, logo depois que se pega o ônibus Foz/Puerto Iguazu, é necessário passar pela imigração da Argentina, hora de dar uma carimbadinha no passaporte, lembrando que para ir a Argentina pode-se entrar apenas com o RG. Rapidamente é feito todo o processo de imigração, o ônibus que descarrega os passageiros na entrada da Aduana Argentina, espera as pessoas na saída e com o comprovante que é entregue aos passageiros logo quando se embarca, no momento do pagamento, se embarca novamente com destino a Puerto Iguazu, em alguns minutos já se está na simpática cidade Argentina.
Chegando em Puerto Iguazu, descemos bem na feirinha que lá existe, ali é possível comprar diversos tipos de azeitonas, queijos, salames, vinhos, azeites, etc... compramos um potão de azeitona recheada com tomate seco (R$5,00), uma Quilmes "helada"(R$4,00) ... Logo fomos até o hostel "Che Lagarto", deixamos nossas mochilas e partimos para o Parque Nacional del Iguazu, antes comemos algo no primeiro lugar que achamos,pagamos 12 Reais em um "x-egg", caro demais, mas o tempo não nos permitiu que buscássemos melhores opções.
Fomos até o Terminal Rodoviário de Puerto Iguazu e por sorte pegamos de imediato o ônibus para o parque, que estava de saída, pagamos 15 reais, ida e volta.
Logo chegamos ao Parque Argentino, ali só se paga em Pesos argentinos, assim como no Brasil existem várias classificações para preço:
Adultos:
Entrada Geral $100
Mercosul (Bra-Uru-Par) $70
Residentes Argentinos $40
Crianças entre 6 e 12 anos:
Entrada Geral $70
Mercosul $40
Residentes Argentinos $20
Menores de 6 anos não pagam.
*Atenção preço em Pesos Argentinos ($)
Mais informações sobre o valor dos ingressos em
http://www.iguazuargentina.com/espanol/area_cataratas/horarios_y_tarifas/#
No parque argentino ao invés de ônibus, como no Brasil, o transporte dos visitantes é feito por pequenos trens, com certeza os argentinos devem ter um custo muito menor para transportar os turistas, mas alguém deve estar ganhando com os ônibus do transporte no lado brasileiro e não deve ser o parque, não mesmo...
Pois bem, pegando o trem pode-se escolher entre a Estação Cataratas ou a Estação Garganta.
Nós fomos primeiro até a Estação Garganta, chegando lá, caminha-se por uma passarela de 2080 metros, por entre uma flora e fauna lindíssima, passa-se sobre o rio até a chegada do mirante sobre a Garganta do Diabo. Aquilo lá é uma coisa muito impressionante, é muito foda mesmo, muito foda!!! O mirante é colado na garganta e o volume de água que cai ali é de tirar o folego, muito, muito foda! Eu sei que cada um tem uma opinião, mas só por aquele mirante em cima da Garganta, eu ali já tinha achado que o lado argentino ganha de goleada do lado brasileiro e olha que ainda faltava ver o circuito inferior e o circuito superior. Ficamos alguns minutos ali contemplando deslumbrados aquele lugar fantástico e voltamos boquiabertos até a estação...

Dali pegamos o trenzinho até a Estação Cataratas, fizemos primeiro o Circuito Superior onde existem 6 mirantes posicionados sobre diversas cachoeiras. É uma trilha de 650 metros em meio a muita natureza, os mirantes proporcionam visuais panorâmicos das quedas. É fantástico e deslumbrante.

Depois do circuito superior, descemos para fazer o Circuito Inferior, são mais 1700 metros de trilha, para variar um pouco, visuais fantásticos e alucinantes, eu não sei exatamente o nome, mas tem um lugar onde se é possível ficar de frente - ou pode-se dizer também, de baixo - a uma imensa queda, na minha opinião é o lugar mais maneiro deste circuito, outro lugar incrível dentre os vários existentes por ali...

Em meio a trilha, em um bate papo com meu parceiro da viajem, surgiu o comentário, "ainda bem que fizemos primeiro o lado brasileiro, porque se tivéssemos feito primeiro aqui (lado argentino) e depois lá (lado brasileiro) ficaríamos frustrados", pois bem, minha opinião é unanime, o lado argentino é de fato mais bonito.
Para mais informações sobre o parque argentino acesse:
http://www.iguazuargentina.com/espanol/
Já era final de tarde, voltamos a Puerto Iguazu, para o Che Lagarto, começou cair uma chuva forte, mas mesmo assim saímos para comer um "asado argentino" e tomar uma Quilmes, fomos até um restaurante que achei meio "engraçado", já que tem as mesas no meio da calçada e o povão passa entre o lugar onde a carne está assando e as mesas onde comemos. Como o preço da Parrilada era meio salgado, comemos uma porção de costela com salada (80 pesos)e tomamos algumas Quilmes de litro (16 pesos cada).
Voltamos para o Hostel e agora deixo minha opinião sobre o Che Lagarto Puerto Iguazu, não gostei do Hostel e uma amiga já tinha me dado recomendações negativas desta rede de hostel(ela ficou no RJ e não gostou), mas como gosto de ver pra crer, fui lá conferir, compartilho a opinião dela negativamente, não recomendo, água fria no chuveiro, mal atendimento, atendentes (piazada) mais preocupados em escolher a música no computador e conversar do que atender, internet que não funciona, desorganizado, entre outras coisas ...
Acordamos cedinho para pegar o primeiro ônibus com destino a Ciudad Del Este no Paraguay, (5 reais por pessoa). Logo estávamos em meio ao famoso engarrafamento da Ponte da Amizade e com uns minutos mais estávamos descendo em território Paraguaio.

Eu que estava esperando algo horrível, como muitos dizem, não achei nada de diferente do que vi em São Paulo, na 25 de março e região do Braz, aproveitando a deixa, tenho que falar sobre isso...É comum ver pessoas falando mal do Paraguay e do povo do Paraguay, mas eu gostaria que estas pessoas que criticam a este país, soubessem um pouco mais sobre o passado deste país e assim saibam quem é o culpado (ou os culpados) pela pobreza e por tudo que criticam naquele país, saibam quem foram os pau mandados que acabaram com a "Grand Republica Del Paraguay", o país até então, mais rico da América do Sul e que não dependia de países europeus, em especial da Inglaterra... Pois bem, um país que se industrializava e começava a ameaçar os negócios da Inglaterra, não podia evoluir, assim os paus mandados submissos fizeram o serviço ( e não me venham com papinho de que Solano Lopez era ditador, maluco, não sei o que mais, que isto me dá nos nervos)...
Mas voltando ao meu relato, eu que não sabia nem se iria realmente para o Paragauai, já que a prioridade era os 2 lados das Cataratas...e de repente estávamos lá, no meio da muvuca do Paraguay e ainda por cima, chovendo um monte. Fomos pra lá e pra cá e começamos a comprar algumas coisas e tals, é uma verdadeira loucura, tem muita coisa pra comprar mesmo, o consumismo é forte e toma conta de você. É fácil ficar alucinado e acabar fazendo cagada como eu fiz, comprei algumas coisas lá, e por inexperiência (e azar)em compras lá, me ferrei, já que comprei no cartão de crédito e logo depois que comprei, por castigo o Dólar subiu lá em cima (pra fuder mesmo)... Então fica a dica (que me deram e eu não segui), pra comprar no Paraguay fique atento, e tenha dinheiro vivo em mãos, o dólar é a melhor opção lá e infelizmente ainda é a melhor maneira de negociar e não ser passado para trás, porque de fato os caras são ligeiros, não da pra bobear nas conversões e tudo mais, rs.
Pelas 11 e tanto, decidimos voltar para o Brasil, fomos até o terminal rodoviário de Foz e tínhamos no roteiro a ideia de ir direto para Itaipu, mas fomos comer um rodizio de carne em um restaurante qualquer de Foz (não lembro o nome - valor R$19,00 por pessoa)e decidimos ir ao aeroporto para deixar as mochilas em um guarda volumes seguro, para não ficar zumbizando e dando mole com as coisas.
Chegamos no aeroporto, trocamos de roupa e guardamos as mochilas no guarda volume (R$8,00). Enquanto esperávamos o ônibus que demorou um pouco, começamos a discutir se daria tempo e se realmente valia a pena ir até lá, já que tínhamos gastado mais do que podíamos no Paraguay e o último horário para visitas era 4 horas. Eram quase 3 horas e tínhamos que atravessar a cidade para chegar em Itapu, a chuva não dava trégua, então acabamos por decidir em ficar no aeroporto para economizar um pouco, assim esperamos o voo de volta que era as 6 da matina, já que se fossemos para um hostel teríamos que sair de madruga, pegar taxi e tals, era mais fácil e econômico ficar desde então no aeroporto. Tudo bem, nada de mais, faz parte de uma aventura,rs...

Valew muito a pena este bate-volta... Porque só 2 dias, simples, como trabalho no comércio, sem férias, sem folga, sem descanso, aproveitei os dois dias de feriado para conhecer as Cataratas, porque em toda parte que vou, ou em papos com Mochileiros na net quando digo que moro no Paraná, me perguntam sobre as Cataratas, sempre dizia - não sei nunca fui - rs... Tudo bem, agora podem me perguntar porque pelo menos já fui... rs. To pronto pra próxima... rs







































